Quanto cobrar pela sua peça?

Calculadora de preço para impressão 3D e produção sob encomenda

Materiais uma linha por filamentoda placa inteira

Peça com duas cores, duas linhas. A soma acontece sozinha — do mesmo jeito que a ficha técnica do produto dentro do Bancada.

MaterialGramasR$ / kgCusto
Não sei o preço do meu filamento por quilo

É o preço do rolo dividido pelo peso do rolo

Rolo de 1 kg que custou R$ 89,90 → R$ 89,90/kg. Simples assim. Mas dois detalhes mudam o número mais do que parece:

  1. Frete conta. Se você pagou R$ 25 de frete em 2 rolos, some R$ 12,50 em cada.
  2. O peso é do filamento, não do conjunto. Um rolo "de 1 kg" pesa cerca de 1,2 kg na balança porque o carretel vazio pesa entre 150 g e 250 g. Se você pesar o rolo pela metade para estimar quanto sobrou, desconte o carretel — senão você acha que tem mais material do que tem.
Referência de mercado em agosto/2026: PLA comum entre R$ 75 e R$ 135 o quilo, com a maioria das marcas nacionais entre R$ 80 e R$ 100. Especiais (silk, fibra de carbono) passam de R$ 175.

Peças por placa rateio

Imprimiu 12 chaveiros de uma vez? O tempo e o material são da placa toda — o custo de cada um é essa conta dividida.

Como o rateio funciona — e o que ele NÃO divide

O que passa a ser da placa inteira

Com o rateio ligado, três campos mudam de significado: gramas, tempo de impressão e, por consequência, a energia. Você informa o que o fatiador mostrou para a mesa cheia — 12 chaveiros, 180 g, 5 h — e a calculadora divide pelo número de peças.

Isso importa porque o tempo não é proporcional: imprimir 12 chaveiros juntos não demora 12 vezes o tempo de um. Aquecer a mesa, o percurso entre peças, o purge — tudo isso é diluído. É justamente por isso que produzir em lote sai mais barato por peça, e é essa diferença que o rateio revela em número.

O que continua sendo por peça

O seu trabalho não se divide. Você tira o suporte de cada chaveiro, lixa cada um, embala cada um. Se o acabamento leva 5 minutos, são 5 minutos vezes 12 — não 5 minutos rateados. A calculadora mantém esse campo por peça de propósito, e é o erro que mais aparece em planilha de maker: ratear a mão de obra junto e achar que o lote sai quase de graça.

Um efeito que ninguém conta

Placa cheia que falha perde as 12 peças de uma vez, não uma. A reserva para peças perdidas continua se aplicando sobre o custo já rateado, então ela acompanha — mas vale saber que lote concentra risco além de diluir custo.

Dentro do Bancada isso é o rateio de mesa compartilhada, e vale também quando a placa tem peças diferentes — cada produto recebe a fatia do tempo que lhe cabe. Aqui na calculadora tratamos o caso simples: várias cópias da mesma peça.

Tempo de máquina soma placasda placa inteira

O tempo que o fatiador mostrou. Aceita 4:35 ou 4,58 — tanto faz.

Como descobrir o custo da minha hora-máquina

Por que isso não é frescura

Sua impressora não é de graça. Ela vai morrer um dia, e cada hora que ela roda gasta um pedacinho dela — mais os bicos, o tubo, a correia e a placa que você troca no caminho. Quem não cobra isso está usando o próprio patrimônio para financiar o cliente: parece que sobrou dinheiro no mês, e sobrou mesmo — até a hora de comprar a próxima máquina.

1. Quanto você pagou na máquina

Valor real que saiu do bolso, com frete. Se não lembrar, use a referência do seu modelo nos botões acima do assistente.

2. Quantas horas ela vai durar

Não é quantos anos: é quantas horas de impressão. As calculadoras brasileiras de precificação trabalham entre 3.000 e 5.000 horas. Fabricantes falam em 1 a 3 anos de uso antes de um reparo grande, o que dá algo entre 2.000 e 7.500 horas dependendo do quanto você imprime. Placas eletrônicas costumam ser especificadas para cerca de 10.000 horas.

Use 4.000 horas se não souber. Aumente para 6.000 ou 8.000 se você faz manutenção religiosamente e imprime só PLA; diminua para 2.500 se ela vive ligada ou se você usa filamento abrasivo com frequência.

3. Quanto você gasta por ano para mantê-la viva

Bico de latão dura de 1 a 3 meses no uso regular (e some rápido com fibra de carbono). Tubo de PTFE, correia e placa de impressão também se gastam. Somando bicos, PTFE, correia e uma placa nova por ano, quem imprime como hobby gasta algo entre R$ 300 e R$ 800 por ano; quem produz de verdade, bem mais.

Repare que este número não inclui energia — a energia é calculada à parte, por potência × tarifa, logo abaixo. Somar as duas coisas no mesmo campo é o erro mais comum de planilha.

Preços de varejo à vista coletados em agosto/2026. O seu pode ser outro — o campo é editável.

Sua hora-máquina

Energia

Potência da máquina durante a impressão × tarifa da sua conta de luz × tempo.

Onde acho a potência e a tarifa

Potência: use o consumo médio, não o da fonte

A fonte da máquina diz 350 W, mas ela só puxa isso no aquecimento da mesa. Em regime, com PLA, o consumo médio fica bem abaixo — os botões ao lado trazem os valores medidos dos modelos mais comuns.

Tarifa: está na sua conta de luz

Procure o valor do kWh já com impostos. A média nacional em 2026 gira em torno de R$ 0,85, mas varia muito: de R$ 0,53 a R$ 0,95 conforme a distribuidora e a bandeira do mês.

Energia costuma ser o menor dos custos — em uma peça de 3 horas dá poucos centavos. Quem não a calcula não quebra por isso; quem esquece a hora-máquina, sim.

Seu trabalhopor peça, não rateia

Tirar suporte, lixar, pintar, montar, embalar. O tempo que você fica na peça depois que a máquina para.

Quanto vale a minha hora?

A conta que os guias de artesanato ensinam

Quanto você quer tirar por mês, dividido pelas horas que consegue trabalhar. Querendo R$ 3.000 e trabalhando 176 horas, sua hora é R$ 17. Querendo R$ 1.500 em 130 horas, R$ 11,50.

O piso e o teto que se veem por aí

O piso genérico do artesanato fica entre R$ 9 e R$ 17. Já para acabamento de impressão 3D — tirar suporte, lixar, colar, montar — há quem recomende R$ 40 a R$ 45 a hora, porque é trabalho técnico e chato. A verdade da sua operação está nesse intervalo.

Se você não cobra o próprio trabalho, o preço fecha e o mês não. É a diferença entre o negócio pagar você e você pagar para trabalhar.

Peças que dão errado quase ninguém calcula

Nem toda impressão sai. A que falhou gastou material, máquina e o seu tempo — e quem paga essa conta é o preço da que deu certo.

Que taxa de falha devo usar?

Depende de quanto tempo você tem de estrada

  1. Primeiros 6 meses: 15% a 25%. Você ainda está aprendendo a máquina.
  2. 1 a 2 anos: 8% a 15%.
  3. 2 anos ou mais: 3% a 8%.
  4. Produção com várias máquinas e processo: 2% a 5%.

Guias brasileiros costumam recomendar reservar de 5% a 10%. Ferramentas internacionais de precificação usam 8% como padrão. É o número que deixamos aqui.

Nenhuma dessas faixas vem de estudo publicado — são recomendações de quem produz. O número que vale é o seu. Dentro do Bancada, cada falha vira uma ocorrência registrada na ordem de produção, e a taxa deixa de ser chute: ela passa a sair do seu próprio histórico.

Preço

A margem que você quer que sobre depois de tirar tudo.

Margem ou markup? E por que 60% não é "multiplicar por 1,6"

São dois jeitos de olhar o mesmo preço

Markup é quantas vezes você multiplica o custo. Margem é quanto do preço final sobra. Multiplicar um custo de R$ 10 por 1,6 dá R$ 16 — e a margem aí não é 60%, é 37,5%, porque os R$ 6 que sobraram são 37,5% dos R$ 16.

Para sobrar 60% do preço, o cálculo é custo ÷ (1 − 0,60): R$ 10 ÷ 0,4 = R$ 25. É essa a conta que esta calculadora faz — a mesma do Bancada.

Erro clássico de planilha: confundir os dois e achar que está com 60% quando está com 37%. Em cima de 200 peças no mês, é a diferença entre lucro e prejuízo.

Custo real da peça

Custo total
Preço sugeridovenda direta · margem 60%
Lucro por peça
o que entra no seu bolso
Lucro por hora
nas horas que a peça toma

Este é o custo da peça pronta — não o preço mínimo de sobrevivência. Abaixo, o preço em cada canal, já descontando as taxas.

Preço por canal e o mínimo

Cada canal come uma fatia. Estes são os preços para a sua margem continuar de pé — e o piso abaixo do qual você começa a pagar para trabalhar.

CanalTaxaFixoCobrar
De onde vêm essas taxas — e por que elas mudam

São valores de referência de agosto/2026

Cada canal traz a regra completa ao lado do nome. Todos os campos são editáveis: se você tem condição negociada, programa de frete diferente ou vende numa categoria com comissão própria, troque o número.

O que mudou só em 2026, e pegou muita gente

  1. Shopee acabou com o teto de R$ 100 por venda em março. Quem vendia peça cara pagava no máximo R$ 100 de comissão; agora paga o percentual cheio.
  2. Mercado Livre trocou a taxa fixa única por uma tarifa que varia com o peso e a faixa de preço — são 232 combinações. O valor aqui é uma referência para item leve.
  3. Elo7 aposentou a faixa de 12%. Hoje é 18% ou 20%, mais R$ 3,99 por item.
  4. TikTok Shop passou a cobrar comissão padrão em 15/07/2026.
Tabela de marketplace envelhece rápido — esta foi levantada em 12/08/2026 e vai ficar velha. Dentro do Bancada os canais são cadastro seu, com comissão, taxa fixa, faixa de preço e custo de anúncio, e ficam congelados no pedido: o que você vendeu em maio continua calculado com a taxa de maio, mesmo que o marketplace mude amanhã.
Para que serve a linha "mínimo"

É a resposta para o pedido de desconto no WhatsApp

O mínimo é o preço em que a peça não dá lucro nem prejuízo naquele canal: cobre o custo, a reserva das que falham, os impostos e a fatia do marketplace, e sobra zero. Abaixo dela, cada venda tira dinheiro do seu caixa — e vender mais só aumenta o buraco.

Ao lado dela está a outra pergunta que todo mundo faz: se você vender no marketplace pelo mesmo preço da venda direta, o que sobra? Manter a margem num canal de 20% custa caro, e é melhor ver isso antes de anunciar do que depois de vender.

Desconto até o mínimo é negociação; abaixo dele é subsídio. Dar um às vezes faz sentido (cliente novo, peça de vitrine) — o problema é dar sem saber que está dando.
Esta calculadora é grátis.

Mas repare no que você acabou de digitar à mão. Dentro do Bancada, nada disso se digita duas vezes:

  • Filamentos cadastrados com preço médio real, atualizado a cada compra
  • Máquinas com hora-máquina calculada — e energia por máquina
  • O arquivo do fatiador lido direto: gramas, tempo e placas
  • A taxa de falha saindo do seu histórico de produção, não de um chute
  • O custo congelado no pedido, para o mês fechar com número de verdade
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Sou Maker sua sugestão

Esta calculadora é feita por quem imprime — e melhora com quem usa. Faltou um campo? Achou uma conta estranha? Deu certo? Escreve aí: a gente lê tudo e responde no seu e-mail.

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